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Trump fecha acordos bilionários e consegue impor condições comerciais favoráveis aos EUA

  • gilbertosantosmarc
  • 28 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura
Europa, Japão, Indonésia, Vietnã e outros países aceitam tarifas mais altas e ampliam acesso a produtos e investimentos americanos.

Os Estados Unidos fecharam uma série de acordos comerciais com economias estratégicas como União Europeia, Japão, Reino Unido, Indonésia, Vietnã e Filipinas, garantindo vantagens significativas ao país mesmo após a imposição de tarifas elevadas, entre 10% e 20%, sobre produtos importados. Em contrapartida, os países envolvidos abriram mão de retaliações e aceitaram reduzir tarifas para produtos norte-americanos, além de ampliar investimentos bilionários nos EUA.


Desde o início da guerra comercial, em abril, os acordos têm ampliado o acesso de produtos americanos a mercados estrangeiros e reforçado a política de recuperação industrial do presidente Donald Trump. A União Europeia, por exemplo, aceitou zerar tarifas para diversos produtos dos EUA, investir US$ 600 bilhões no país e ampliar a compra de energia americana em até US$ 750 bilhões.


O professor de economia e relações internacionais da UFSC, Nildo Ouriques, considera os acordos uma vitória estratégica de Trump. Para ele, a medida não apenas fortalece o setor industrial dos EUA como expõe o alinhamento político e econômico de países europeus à agenda norte-americana. “A Europa é vassala dos EUA há muito tempo”, afirmou. Para Ouriques, esses acordos, em especial, com a Europa e o Japão, são importantes vitórias do presidente dos EUA e demonstram que são falsas as teses de que Trump seria “louco” devido a sua política tarifária e a de que os EUA seriam uma potência decadente.


Trump, ao anunciar tarifas recíprocas — Foto: Carlos Barria/Reuters
Trump, ao anunciar tarifas recíprocas — Foto: Carlos Barria/Reuters

O desenvolvimento das ações entre os países


No caso do Japão, o acordo estabeleceu tarifa de 15% para produtos exportados aos EUA – inferior aos 24% inicialmente previstos – e a compra de 100 aeronaves da Boeing, além de US$ 550 bilhões em investimentos. O setor automotivo, um dos mais afetados, também foi poupado de uma tarifa de 27,5%, ficando com a alíquota de 15%.


Com a Indonésia, os EUA fecharam um pacto que reduz a tarifa de importação para 19%, contra os 32% anunciados inicialmente. O país asiático ainda se comprometeu a eliminar 99% das barreiras tarifárias para produtos industriais e agrícolas americanos. As Filipinas também aceitaram manter tarifas reduzidas e abriram o mercado para produtos dos EUA.


O Vietnã, por sua vez, fechou um acordo semelhante, com tarifas fixadas em 20%, abaixo dos 40% anunciados inicialmente, além de isenção para a entrada de produtos norte-americanos. O Reino Unido foi o primeiro a assinar, ainda em maio, aceitando tarifa de 10% e sem contrapartida semelhante.


A China, que havia sido alvo de tarifas de 145%, fechou um acordo temporário com tarifas mantidas em 30% enquanto as negociações continuam. Pequim, por sua vez, reduziu tarifas de 125% para 10%.

Especialistas apontam que os acordos selados por Trump aumentam o poder de barganha dos EUA em meio à disputa global por hegemonia econômica, mas acentuam o desequilíbrio nas relações comerciais internacionais. A Comissão Europeia celebrou o pacto, mas líderes como o primeiro-ministro francês, François Bayrou, criticaram duramente. “É um dia sombrio para a Europa”, afirmou.


No Brasil, o governo tenta evitar a aplicação de tarifas de 50% previstas para entrarem em vigor na próxima sexta-feira (1º), mas ainda não obteve resposta da Casa Branca.





 
 
 

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©2020 por Gilberto Marçal. 

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