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  • Gilberto Marçal

Subida do rio perto da última maior enchente de 2015 no AM; Estado do Acre vive cheia histórica

Além de Boca do Acre, cheia do rio já atinge mais 12 municípios do Purus e Juruá, no Amazonas


Além da crise da falta de oxigênio, fila de espera por leitos e mortes por covid-19, o Amazonas enfrenta novo drama por causa da subida dos rios amazônicos. Segundo a Defesa Civil do Estado a cheia atual já se aproxima da última maior enchente de 2015.


No Estado do Acre a cheia de 2021 já é uma das maiores dos últimos 25 anos. Mais de 130 mil pessoas estão desabrigadas em 10 dos 22 municípios do estado.


No Amazonas, na região do Purus, Boca do Acre é o município mais castigado pela enchente. Entre a zona urbana e rural, 2.118 famílias estão sendo afetadas pela enchente, o equivalente a 8,6 mil pessoas. Boca do Acre está em situação de emergência desde o dia 20 de fevereiro.


De acordo com o secretário de saúde do interior, Cássio Roberto, além dos reflexos da cheia, Boca do Acre está passando por surtos de outras doenças, como dengue e hepatite. Neste fim de semana passada, o governador Wilson Lima foi a Boca do Acre e sobrevoou a cidade alagada.


Além de Boca do Acre, na região do Juruá mais seis municípios decretaram situação de emergência na semana passada. Os municípios de Guajará, Eirunepé, Envira, Ipixuna, Carauari, Itamarati e Juruá estão com uma estimativa de 1/4 de sua população afetada. Também na região do Purus, Lábrea, Canutama e Tapauá entraram em situação de alerta.


Neste fim de semana passada, o governador Wilson Lima foi a Boca do Acre e sobrevoou a cidade alagada. Entre a zona urbana e rural, 2.118 famílias estão sendo afetadas pela enchente, o equivalente a 8,6 mil pessoas.


De acordo com o secretário de saúde do interior, Cássio Roberto, além dos reflexos da cheia, Boca do Acre está passando por surtos de outras doenças, como dengue e hepatite.


O Rio Purus entra no Brasil pelo estado do Acre (no município de Santa Rosa do Purus), passando pelo município de Manoel Urbano e entra no estado do Amazonas pelo município de Boca do Acre onde recebe as águas do rio Acre.


Os rios do Acre passam pela sua maior cheia histórica. Mais de 130 mil pessoas estão desabrigadas em 10 dos 22 municípios do estado. Em Sena Madeira, município mais atingido no CRE, o Rio Iaco atingiu a marca de 18,04 metros no sábado e domingo (21), muito acima da cota de alerta de 14 metros. Essa é o segundo maior episódio de cheia do Rio Iaco desde 1997.


Municípios em situação de alerta

Calha do Juruá: Carauari e Juruá

Calha do Purus: Lábrea, Canutama e Tapauá


Municípios em situação de transbordamento

Calha do Juruá

Guajará - Decreto por situação de emergência e inundação

Envira – Decreto de situação de emergência por inundação

Eirunepé - Decreto de situação de emergência por inundação

Itamarati - Decreto de situação de emergência por inundação

Ipixuna - Decreto de situação de emergência por inundação


Calha do Purus

Pauini (ainda sem decreto)

Boca do Acre - Decreto de situação de emergência por inundação


Situacional da Calha do Juruá

  • GUAJARÁ: com aproximadamente 900 famílias atingidas; • EIRUNEPÉ: com aproximadamente 2.000 famílias atingidas; • IPIXUNA: com aproximadamente 3.455 famílias atingidas (Decreto de Situação de Emergência 22.02.2021); • ENVIRA: com aproximadamente 3.000 famílias atingidas; (Decreto de Situação de Emergência essa semana) • CARAUARI: com aproximadamente 2.000 famílias atendidas; • ITAMARATI: com aproximadamente 600 famílias afetadas; • JURUÁ: Sem informações até o fechamento deste relatório.

Situacional da Calha do Purus

  • PAUINI: Em situação de transbordamento, sem famílias afetadas até o momento;

  • LÁBREA: Em situação de alerta, sem famílias afetadas até o momento; • CANUTAMA: Em situação de alerta, sem famílias afetadas até o momento; • TAPAUÁ: Em situação de alerta, sem famílias afetadas até o momento; • BERURI: Em situação de alerta, sem famílias afetadas até o momento.

Fonte: Defesa Civil do Amazonas


Fonte DeAmazônia

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