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Piloto lança avião com drogas em represa de Balbina no Amazonas ao ser interceptado pela FAB

  • gilbertosantosmarc
  • 10 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Traficante abandona bimotor carregado com 380 kg de skunk após perseguição aérea e consegue fugir; ação faz parte da Operação Ágata Ostium.

Avião carregado com drogas após ser lançado em represesa no interior do Amazonas durante perseguição aérea – Foto: @fab_oficial
Avião carregado com drogas após ser lançado em represesa no interior do Amazonas durante perseguição aérea – Foto: @fab_oficial

Um piloto suspeito de tráfico internacional de drogas lançou um avião bimotor carregado com aproximadamente 380 kg de skunk na represa de Balbina, em Presidente Figueiredo (AM), após ser perseguido por caças A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira (FAB), na manhã desta quarta-feira (10). O suspeito conseguiu fugir antes da chegada das forças de segurança.


De acordo com a FAB, a aeronave — um Beechcraft 58 Baron, prefixo PR-DCS — decolou da Venezuela e entrou no espaço aéreo brasileiro sem autorização. Após ser detectado por radares por volta das 9h, o avião foi interceptado conforme os protocolos do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), que acionou os caças da FAB para abordagem.


Caças A-29 Super Tucano foram acionados e realizaram todos os protocolos de policiamento do espaço aéreo. Após descumprir as ordens da Defesa Aérea, o piloto lançou a aeronave na represa de Balbina (AM) – Foto: @fab_oficial
Caças A-29 Super Tucano foram acionados e realizaram todos os protocolos de policiamento do espaço aéreo. Após descumprir as ordens da Defesa Aérea, o piloto lançou a aeronave na represa de Balbina (AM) – Foto: @fab_oficial

Segundo a Aeronáutica, a tripulação da aeronave ignorou as ordens de pouso emitidas pelos militares. Em resposta, o piloto desceu até a copa das árvores e arremessou o avião na água da represa, numa tentativa de se livrar da carga ilegal e escapar da prisão.


A operação contou com apoio da Polícia Federal, que enviou equipes ao local a bordo de um helicóptero Bell 412, da Coordenação de Aviação Operacional. Durante a varredura, os agentes encontraram centenas de pacotes com skunk no interior da aeronave submersa.


Foram apreendidos aproximadamente 380 kg de skunk no interior da aeronave – Foto: @fab_oficial
Foram apreendidos aproximadamente 380 kg de skunk no interior da aeronave – Foto: @fab_oficial

A ação faz parte da Operação Ágata Ostium, vinculada ao Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), voltado ao combate ao tráfico de drogas e crimes transfronteiriços.


Procedimentos de interceptação


A FAB informou que foram seguidos todos os protocolos de policiamento do espaço aéreo brasileiro, conforme estabelece um decreto de 2004, assinado durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento determina etapas progressivas de abordagem, incluindo:


  1. Tentativa de comunicação por rádio;


  2. Sinais visuais para que a aeronave suspeita pouse;


  3. Disparos de advertência com munição traçante, se necessário;


  4. Em último caso, autorização para abater o alvo, considerado hostil.


Cresce número de interceptações


De janeiro de 2019 a julho de 2024, a FAB interceptou mais de 4.000 aeronaves em território nacional por voarem sem autorização ou apresentarem risco à segurança pública. Em ao menos 90 ocasiões, foram necessários disparos para que os pilotos obedecessem às ordens.


Essas operações têm como foco principal o combate ao narcotráfico e ao garimpo ilegal, especialmente em áreas sensíveis como a Terra Indígena Yanomami, que teve o espaço aéreo restrito em 2023.

 
 
 

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©2020 por Gilberto Marçal. 

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