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  • Gilberto Marçal

Fiscalização agiu rápido para impedir passeio do Anna Karoline II com mais de 900 pessoas, em Manaus



Responsáveis pela embarcação, que faria passeio à praia do Tupé, receberam auto de infração e foram conduzidos à delegacia de Polícia; Erlonav informou que barco estava alugado

0Twitter 0WhatsAppAglomeração em embarcação, no Porto de Manaus (Fotos: Junior Matos/Reprodução/Twitter 'Deu Nome')

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - A embarcação Anna Karoline II com aproximadamente 900 pessoas foi impedida de sair da Manaus Moderna na manhã deste domingo (18/04), após constatação de superlotação pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam).


 


A abordagem ocorreu por meio da Central Integrada de Fiscalização (CIF) Fluvial, após denúncia de que uma embarcação de grande porte deixaria a capital em direção à praia do Tupé, por volta das 8h da manhã.


 


O barco Anna Karoline II faz linha no trecho Santarém (PA)-Manaus-Santarém. De acordo com o Portal Acrítica, a empresa de navegação Erlon Rocha (Erlonav), proprietária da embarcação, informou à Arsepam (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas), que o barco estava alugado e que o contrato entre a empresa e o locatório está registrado em cartório. 


 


Ainda segundo a Erlonav, caberá aos locatários responderem pelas irregularidades. 


 


A lista obrigatória apresentava quase 450 passageiros, dentro do limite permitido pelo Decreto Estadual nº 43.650. Porém, ao ir a campo, os agentes da Arsepam constataram a excedência visível da capacidade máxima permitida de 50%, uma das medidas de contenção da pandemia da Covid-19.


 


“Havia muitas pessoas para embarcar, além daquelas que já estavam embarcadas, o que visivelmente excedia o limite permitido, ultrapassando 900 passageiros. Nós acreditamos que, de fato, todos iriam embarcar e fazer o passeio com lotação acima da capacidade total do barco”, informou o diretor-presidente da Arsepam, João Rufino.


 


 Os responsáveis pela embarcação e organização do passeio foram encaminhados ao 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP) e a Arsepam aplicou autos de infração relacionados à superlotação e à falta do distanciamento social.


 


A ação contou com o apoio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), Polícia Ambiental e da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam).  


  


Os clientes terão que ser ressarcidos e a empresa responsável pela embarcação será notificada.


 


“Orientamos, ainda, que as pessoas verifiquem se, de fato, as medidas estão sendo cumpridas, se há todos os cuidados necessários, álcool em gel, aferição de temperatura, uso de máscaras, entre outros. Se perceberem que as medidas sanitárias não estão sendo cumpridas, elas podem nos procurar”, completou Rufino. 


 


Segundo Antônio Júnior, fiscal da FVS, a festa na praia contaria com som ao vivo de algumas bandas de forró e pagode, e o valor do transporte era cerca de R$ 30 por pessoa.


 


“As pessoas têm que ter consciência que elas não podem participar desse evento. Se a pessoa notar que está ocorrendo aglomeração, que está cheio de gente ali, ela tem que voltar para casa, não pode participar, tem que nos ajudar nisso e denunciar no 150, que é a ouvidoria da FVS e no 190, da Polícia Militar”, ressaltou o fiscal.


 


Desde janeiro, a CIF Fluvial, coordenada pela Arsepam, já realizou 2.633 fiscalizações em diversos pontos de embarque de Manaus. A ouvidoria da agência disponibiliza o WhatsApp 24 horas no telefone (92) 98408-1799, para sanar dúvidas e receber denúncias referentes aos serviços de transporte rodoviário e fluvial intermunicipal de passageiros e gás natural canalizado. 

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