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Escândalo no INSS domina debates e supera polêmica sobre monitoramento do Pix

  • gilbertosantosmarc
  • 15 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura
Levantamento da Quaest mostra que fraudes no Instituto mobilizaram milhões de mensagens e geraram mais críticas ao governo do que outros temas polêmicos.

O escândalo envolvendo fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tomou conta dos debates nas redes e aplicativos de mensagens, superando até mesmo a controvérsia em torno da proposta de monitoramento do Pix pelo governo federal e o Banco Central. É o que revela um novo levantamento da consultoria Quaest.


A pesquisa analisou publicações entre os dias 21 de abril e 7 de maio em cerca de 30 mil grupos públicos no WhatsApp, Telegram e Discord. Nesse período, foram registradas 3,6 milhões de mensagens sobre o caso do INSS — volume 2,6 vezes maior que o das menções ao monitoramento do Pix.


O conteúdo teve um alcance médio estimado de 818 mil pessoas por dia. A repercussão ultrapassou outros temas relevantes, como a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o debate sobre a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, inclusive em grupos com viés ideológico de direita.

Segundo a Quaest, 50% das mensagens analisadas tinham tom crítico ao governo. Outras 47% compartilhavam links com notícias sobre o escândalo, enquanto apenas 3% continham conteúdos em defesa da gestão federal.


Três grandes picos de repercussão foram identificados durante o período. O primeiro ocorreu em 23 de abril, com a deflagração da operação Sem Desconto pela Polícia Federal. O segundo, em 29 de abril, coincidiu com a divulgação do relatório detalhado das investigações — a partir daí, o teor das mensagens passou a assumir conotação mais política.


O terceiro pico aconteceu em 6 de maio, impulsionado por um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em seu perfil no Instagram. A publicação foi responsável por 20% de todos os links compartilhados sobre o caso naquele dia e provocou um aumento de 204% nas menções ao tema.




 
 
 

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©2020 por Gilberto Marçal. 

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