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  • Gilberto Marçal

Dsei/Parintins registra aumento de casos de Covid-19 em áreas indígenas no rio Andirá

Boletim aponta 108 casos do vírus nas aldeias indígenas do Baixo Amazonas, que continua sendo o distrito com menos infectados do país

O Dsei/Parintins superou a marca de 100 casos do vírus nas aldeias indígenas do Baixo Amazonas, mas, continua sendo o distrito com menos casos do país. A coordenação do Dsei afirma que o aumento para 108 casos confirmados, aconteceu devido ao crescimento de casos na região do rio Andirá, em aldeias da etnia Sateré-Mawé.

Dos 108 casos confirmados da doença, 94 já estão recuperados. O distrito registra ainda o total 05 óbitos pela Covid-19, 47 casos descartados e 09 casos ativos. (VEJA O BOLETIM)

De acordo com o coordenador do Dsei/Parintins, José Augusto 'Nenga'’, O Comitê de Combate à Covid-19 da instituição, por meio das equipes de saúde, tem intensificado os trabalhos dentro das aldeias abrangentes pelo distrito, para evitar que esse número continue aumentando.

“Esse aumento de casos já era esperado devido a flexibilização das medidas restritivas nas sedes dos municípios e isso alcança as áreas indígenas. Com isso, o Dsei se preparou organizando suas equipes nos 5 polos de atendimento e criamos mais um para atender essa demanda. Somente no rio Andirá existem 3 equipes realizando esse trabalho de combate à Covid-19”, explicou o coordenador.

Atendimento com Uapi’s em terras indígenas

Para a realização desse trabalho de combate ao coronavírus, o Dsei/Parintins já havia firmado parceria com os Expedicionários da Saúde (EDS), para a instalação de 10 Unidades de Atenção Primária Indígena (UAPI), em pontos estratégicos da área de abrangência do distrito, visando o atendimento de pacientes com casos leves e moderados de Covid-19.

Cada UAPI é composta por concentradores de oxigênio, grupo geradores de energia, medicamentos, insumos, Equipamentos de Proteção Individual - EPI e equipamentos médicos hospitalares.

“Isso ajuda a não superlotar os hospitais e nos garante a possibilidade de evitar movimentar o paciente com o vírus da sua aldeia para outra e para a cidade”, ressalta José Augusto.


Fonte: deAmazônia

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