Dia Mundial do Rock: A revolução que nunca silencia
- gilbertosantosmarc
- 13 de jul. de 2025
- 4 min de leitura
Um tributo eterno ao som que mudou gerações, quebrou barreiras e moldou a cultura mundial.
No dia 13 de julho, celebramos mais do que um gênero musical — celebramos uma atitude, uma revolução sonora que transcende décadas, estilos e fronteiras. O Dia Mundial do Rock é uma homenagem à rebeldia criativa, à liberdade de expressão e à energia crua que fez do rock um dos movimentos culturais mais impactantes da história.

A data remete ao icônico Live Aid, realizado em 13 de julho de 1985, um megaevento beneficente que reuniu lendas do rock em prol do combate à fome na Etiópia. A partir dali, o mundo reconheceu o poder transformador do rock — não apenas nos palcos, mas na sociedade.
A seguir, relembramos os momentos mais revolucionários dessa jornada:
Rock: Momentos que Mudaram Tudo
1950–1960 – As raízes do rock florescem
Elvis Presley leva o rock às massas.
The Rolling Stones surgem como os “bad boys” do rock britânico, com som cru e pegada blues.
1965–1970 – A era psicodélica e revolucionária
The Doors trazem poesia e transgressão com Jim Morrison.
The Who mistura teatralidade, distorção e crítica social.
Pink Floyd começa sua jornada psicodélica, que logo se tornará sinfônica e filosófica.
1970–1975 – Rock progressivo e peso nas guitarras
Black Sabbath inaugura o heavy metal com riffs sombrios e letras intensas.
Yes, com virtuosismo e composições épicas, redefine a música progressiva.
Emerson, Lake & Palmer impressionam com misturas de rock e música clássica.
Rick Wakeman, com seus teclados lendários, se torna ícone do prog rock.
Supertramp entrega composições sofisticadas e emotivas que marcam época.
1975–1980 – Visual, atitude e performance
Kiss transforma o palco em espetáculo com pirotecnia e maquiagem.
Pat Benatar quebra barreiras como mulher no rock com vocal poderoso e presença marcante.
The Police mistura rock, punk e reggae com a genialidade de Sting.
1980–1990 – Peso, introspecção e crítica social
Iron Maiden leva o heavy metal ao mundo com narrativa, técnica e teatralidade.
Metallica moderniza o metal com agressividade, velocidade e relevância social.
Legião Urbana, no Brasil, traduz o espírito do rock em letras profundas e contestadoras.
1991–1995 – O grunge explode e o rock renasce
Nirvana estoura com “Smells Like Teen Spirit” e redefine a juventude dos anos 90.
Pearl Jam mistura peso e sensibilidade, se tornando símbolo de resistência artística.
Principais Nomes do Rock Mundial (Internacional)
Rock Clássico / Psicodélico (Anos 60 e 70)

The Beatles
The Rolling Stones
Led Zeppelin
The Who
Pink Floyd
Jimi Hendrix
The Doors
Deep Purple
Queen
David Bowie
Elvis Presley
Chuck Berry
Janis Joplin
Hard Rock / Heavy Metal (Anos 70 e 80)

Black Sabbath
AC/DC
Kiss
Van Halen
Scorpions
Aerosmith
Guns N’ Roses
Iron Maiden
Motörhead
Metallica (thrash metal)
Punk Rock / New Wave / Alternativo (Anos 70 a 90)

Ramones
Sex Pistols
The Clash
The Cure
Joy Division
Talking Heads
R.E.M.
Radiohead
U2
Grunge / Pós-Grunge (Anos 90)

Nirvana
Pearl Jam
Soundgarden
Alice in Chains
Stone Temple Pilots
Foo Fighters
Rock Alternativo / Indie / Pop Rock (Anos 90 em diante)

Oasis
Coldplay (fase inicial)
Arctic Monkeys
The Strokes
Red Hot Chili Peppers
Green Day
Linkin Park
Muse
Principais Nomes do Rock (nacional)
Anos 70 — Psicodelia / Rock Nacional de Vanguarda

Raul Seixas
Os Mutantes
Secos & Molhados
Casa das Máquinas
Made in Brazil

Legião Urbana (poético e contestador)
Titãs (rock alternativo, experimental)
Paralamas do Sucesso (mistura rock/reggae)
Barão Vermelho (blues rock)
Capital Inicial (punk/pop rock)
RPM (synth-pop/rock)
Ultraje a Rigor (humor e crítica social)
Ira! (punk/post-punk)
Kid Abelha (pop rock)
Nomes Fundamentais e Isolados

Rita Lee (rock/pop, ex-Mutantes)
Lobão (rock contestador)
Camisa de Vênus (punk/blues rock)
Anos 90 e 2000 — Nova Geração / Mistura de Estilos

Engenheiros do Hawaii (rock progressivo/melodias)
O Rappa (mistura rock/reggae/rap)
Charlie Brown Jr. (skate punk, rap rock)
CPM 22 (hardcore melódico)
Detonautas (rock alternativo)
Pitty (rock pesado e contestador)
NX Zero (emo/hardcore)
Amazonas Rock & Roll
Manaus e outras cidades amazonenses foram palco, ao longo das últimas décadas, do surgimento de bandas que, com muita luta, colocaram o rock local em evidência. Entre nomes que ajudaram a consolidar a cena estão Casa de Caba, que traz uma pluralidade de sons, tem disco com a participação de músicos da Amazonas Filarmônica, Alaídenegão, com sua mistura irreverente de rock, regionalismo e experimentação sonora; Os Tucumanus, que unem as raízes do Norte com as guitarras distorcidas e letras que falam da Amazônia urbana; e Luna Atra, banda que leva o rock alternativo para novos caminhos, com influências do shoegaze, indie e pós-punk.

Outros projetos, como Johnny Jack Mesclado e Tudo Pelos Ares, também ajudaram a construir essa identidade única do rock amazonense, misturando referências do reggae, do rap e das tradições locais à pegada do rock. Bandas mais novas, como Stone Grow, continuam essa trajetória, mostrando que o cenário segue ativo, criativo e inquieto.
O rock do Amazonas sempre foi, antes de tudo, um ato de resistência: contra o preconceito com o Norte, contra a invisibilidade cultural e contra a ideia de que o rock só pertence a grandes centros como São Paulo ou Rio de Janeiro. No palco ou nas garagens, esses músicos provam que o grito do rock também ecoa forte entre rios, florestas e vielas amazônicas.
Neste Dia Mundial do Rock, o reconhecimento vai para esses artistas que não apenas tocam, mas vivem e lutam pelo rock na Amazônia. Porque aqui, o rock não é só um estilo: é identidade, resistência e poesia.
Rock: Uma voz que não se cala.
Do psicodélico ao metal, do progressivo ao punk, o rock moldou gerações com guitarras afiadas, baterias pulsantes e letras que desafiam o mundo. Ele é liberdade, emoção, e, acima de tudo, resistência.
Neste 13 de julho, celebramos todos os que ousaram sonhar alto, tocar mais alto ainda — e inspirar milhões. Viva o rock, ontem, hoje e sempre.







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