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Corrupção bilionária no INSS escancara fraudes em empréstimos e esquemas políticos para acobertar desvios

  • gilbertosantosmarc
  • 5 de mai. de 2025
  • 4 min de leitura

A força-tarefa que investiga uma das maiores fraudes já registradas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está agora voltada para uma nova e alarmante frente: os empréstimos consignados ilegais, que podem ter gerado um rombo de até R$ 90 bilhões nos cofres públicos. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revela que, apenas em 2023, 35 mil denúncias de empréstimos indevidos foram registradas.


O montante de R$ 89,5 bilhões movimentados em um único ano coloca essa fraude em escala muito superior aos escândalos anteriores, como o esquema de associações fantasmas, que desviaram cerca de R$ 6 bilhões.


Especialistas apontam que refinanciamentos não autorizados e mecanismos de burlar o uso de biometria são parte de um esquema bem estruturado, operado por dentro e fora do sistema. A nova fase da investigação envolve a Dataprev e outras entidades públicas, e pode revelar uma rede de corrupção sistêmica dentro da máquina estatal.


CPMI do INSS: Oposição reage e exige investigação de esquema bilionário


Diante das denúncias, a oposição conseguiu o número mínimo de assinaturas para instaurar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará um esquema de corrupção bilionário envolvendo descontos irregulares nas aposentadorias e pensões do INSS. São mais de seis milhões de beneficiários lesados, com estimativas de desvios que ultrapassam R$ 6,5 bilhões.


A articulação foi liderada pelas parlamentares Coronel Fernanda (PL-MT) e Damares Alves (Republicanos-DF), que afirmam que a CPMI servirá para “apurar responsabilidades, cobrar justiça e garantir que esse dinheiro volte para os aposentados, vítimas desse roubo institucionalizado”.


Ao mesmo tempo, um grupo da Câmara dos Deputados protocolou um pedido de CPI exclusiva sobre o caso, com 185 assinaturas. No entanto, há resistência política para sua abertura, já que o regimento limita o número de CPIs ativas.


Governo Lula atua nos bastidores para barrar investigação sobre corrupção no INSS


O governo federal, segundo apurações da imprensa, mobiliza esforços para evitar que a CPMI avance. Com receio do desgaste político e da revelação de nomes envolvidos, o Palácio do Planalto atua para desmobilizar o apoio parlamentar ao colegiado. A estratégia inclui ofertas de cargos no segundo escalão e negociações políticas para convencer parlamentares a retirarem suas assinaturas — um clássico movimento de bastidor para proteger aliados e evitar que a corrupção venha totalmente à tona.


A preocupação central é que a investigação exponha a extensão da conivência do governo com as fraudes, especialmente em um momento em que o Executivo tenta aprovar pautas prioritárias como a reforma tributária e a nova âncora fiscal.


Após escândalo, Lula demite ministro da Previdência e tenta conter danos


A repercussão das fraudes forçou o presidente Lula a exonerar o então ministro da Previdência, Carlos Lupi, substituído por Wolney Queiroz. Lupi caiu após denúncias de que tinha conhecimento das irregularidades desde 2023, mas nada fez para estancar os esquemas, que envolviam associações de fachada, servidores corruptos, lobistas e até biometria fraudada.



A Polícia Federal e a CGU identificaram o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, como um dos principais operadores do esquema. Houve prisões, apreensão de bens de luxo e afastamento de servidores. Ainda assim, a estrutura da corrupção dentro do INSS parece longe de ser completamente desmontada.


Fraude atingiu majoritariamente aposentados rurais e pobres


Segundo relatório da CGU, 67% das vítimas são aposentados rurais, alvos preferenciais dos golpistas por estarem em regiões isoladas e sem acesso à internet ou canais de denúncia. Entre 2019 e 2024, os descontos indevidos já somam R$ 4,28 bilhões, podendo chegar a R$ 8 bilhões desde 2016.


Municípios do Maranhão e Piauí concentram os maiores índices de vítimas, com até 60% dos aposentados sendo lesados. O número de associações conveniadas ao INSS explodiu de 15 para 33 em apenas três anos, o que indica omissão ou até facilitação por parte do poder público. Embora o governo Lula tente responsabilizar gestões anteriores, os valores triplicaram nos últimos dois anos.


Repasses suspeitos a ONGs ligadas a sindicatos aumentam sob gestão atual


Outro foco de suspeitas está no Ministério do Trabalho, que aumentou de R$ 25 milhões (em 2022) para R$ 132 milhões (em 2023) os repasses a ONGs, boa parte delas ligadas a sindicatos aliados do PT. A ONG Unisol, criada com apoio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC — base do ministro Luiz Marinho — recebeu R$ 17,6 milhões. Já o Instituto Brasil Digital lidera os repasses, com R$ 36,1 milhões, mas teve contratos suspensos após suspeitas de conluio e prejuízo ao erário.


A CGU aponta falhas graves nos controles do ministério, enquanto o governo afirma que segue a legislação vigente. A oposição acusa o Executivo de transformar repasses públicos em moeda de troca política e eleitoral.


O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta após 22 dias internado e voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal, defendendo anistia para os presos dos atos de 8 de janeiro. Apesar das recomendações médicas para evitar aglomerações, Bolsonaro pretende comparecer à Marcha da Anistia.


Novo Código Civil divide especialistas e levanta alerta sobre mudanças profundas


Por fim, o Projeto de Lei nº 4/2025, que propõe um novo Código Civil, está gerando forte reação no meio jurídico. Entre as mudanças polêmicas estão a presunção automática de paternidade, a regulação da barriga de aluguel e mudanças na definição de família e casamento. Especialistas criticam a falta de debate público e alertam para o risco de insegurança jurídica.


Investigações apontam:


– R$ 89,5 bi liberados em empréstimos ilegais

– 6 milhões de vítimas

– Associações fantasmas e biometria fraudada

– Aposentados rurais foram os mais atingidos (67%)

– Governo tentando barrar CPI que investigaria o esquema

 
 
 

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©2020 por Gilberto Marçal. 

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