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  • Gilberto Marçal

Caprichoso conquista o festival de 2022, Azul ganhou duas noites do Garantido e taça é do Francesa


Sinhazinha Valentina Cid e o boi Caprichoso na abertura da terceira noite (Foto: Gilson Mello)Notícia do dia 27/06/2022

Após dois anos de muitos desafios, perdas e dificuldades causados pela pandemia de Covid-19, o boi Caprichoso pisou na arena e conquistou seu 23º título da história no 55º Festival Folclórico de Parintins - já considerado por muitos um dos maiores festivais já realizados na Ilha Tupinambarana.

A apuração aconteceu na tarde desta segunda-feira (27), no Bumbódromo de Parintins (distante a 325 quilômetros de Manaus).



Foto: Arlesson Sicsú

Com o tema “Amazônia Nossa Luta em Poesia”, o touro negro somou 1259.3 pontos contra 1258.5 do boi rival. Confira as parciais:

O Caprichoso venceu as duas primeiras noites do festival e o Garantido venceu a última. Confira as notas parciais:

1ª Noite: Caprichoso venceu com 419.7 contra 419.2 do Garantido.

2ª Noite: Caprichoso venceu com 419.7 contra 419.3 do Garantido.

3ª Noite: Caprichoso perdeu com 419.9 contra 420 do Garantido.

No quesito do item 19, a disputa entre as galeras, os dois bumbás empataram com 60 pontos cada.



Caprichoso na galera azulada (Foto: Gilson Mello)

Temas

Para trazer de volta a sensação que é pisar no Bumbódromo de Parintins, o Caprichoso não poupou esforços em ressaltar as riquezas da natureza amazônida.

O touro negro dividiu as apresentações em três sub-temas “Amazônia-Floresta: o grito da vida” na primeira noite; “Amazônia-Aldeia: o brado do povo” na segunda; e para fechar a noite trouxe “Amazônia-Festeira: o clamor da cura”.



Caprichoso gigante, levando o boi da Francesa, sobre o Bumbódromo (Foto: Gilson Mello)

Com o subtema ‘Amazônia-Floresta: o grito da vida’, o bumbá azul e branco levou para a arena do Bumbódromo um manifesto em defesa da preservação.

Na segunda noite, touro negro desenvolveu o subtema “Amazônia-Aldeia: o brado do povo”, que retratou a pluralidade e resistência dos povos e comunidades tradicionais da Amazônia.

Em ‘Amazônia-Festeira: o clamor da cura’, o Caprichoso mostrou suas raízes identitárias e homenageou o fundador, Roque Cid.

Apresentador Edmundo Oran, e o levantador de toadas, Patrick Araújo (Foto: Gilson Mello)

Galeras acompanharam apuração



Torcidas acompanharam do Bumbódromo as leituras das notas - créditos: Tv Acrítica

Na arena do bumbódromo, separados por grades montadas pela segurança, torcedores de Caprichoso e Garantido acompanharam a apuraçao em clima de rivalidade.

A cada ponto perdido para o adversário, gritos de alegria eram ouvidos. Ao fim da leitura dos votos da primeira noite, a galera azul era mais animada (e numerosa) e começou a cantar "já ganhou".

O Caprichoso venceu a primeira noite por 0.5 de diferenca: 419.7 X 419.2.

A torcida azul aproveitou o momento de crise no Garantido para provocar o contrário usando o refrão de uma toada do CD vermelho deste ano: "Só ficou o boi, só ficou o boi". Após a saída do levantador Sebastião Jr, uma série de outros integrantes da diretoria e até mesmo itens também anunciaram sua saída.

O começo leitura das notas da segunda noite foi marcada por um tenso silencio. Apenas em algum momento as torcidas se manifestaram. Na leitura do ultimo bloco, com a superioridade do Caprichoso nos itens alegoria e figura típica regional, a torcida se soltou.

Nessa noite, a diferença do Caprichoso sobre o Garantido subiu para 0.8. As notas totais foram 419.6 para Caprichoso e 419.3 para Garantido (839.3 x 838.5 na soma)

Durante a leitura das notas da terceira noite, as torcidas subiram para as arquibancadas, procurando as sombras na tarde quente em Parintins. Em maior numero, foi dali que os torcedores do Caprichoso acompanharam o anuncio da vitória do Boi da Francesa. A noite foi marcada por extremo equilíbrio. No bloco B, por exemplo, das 36 notas atribuídas pelos jurados, 35 foram notas 10.

Ao fim da apuraçao, a torcida azul permaneceu no bumbódromo até a saída da galera contrária. Do lado leste da ilha, onde fica o curral azul Zeca Xibelão, já era possível ouvir os fogos da festa da vitória.

Por Lucas Vasconcelos e Aruana Brianezi - Acrítica.com

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