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  • Gilberto Marçal

Amazonas. Os desafios de viver sob o regime das aguas.








A Cordilheira dos Andes é o berço dos rios Negro e Solimões. É a partir da Cordilheira, que o imenso volume dagua inicia sua longa viagem até deságuar no oceano, uma cena que se repete todos os dias.


Mas o que fazer quando esse fenômeno natural sai dos padrões da subida dos rios? . A resposta mais dramática está no rastro de destruição que a enchente deixa num raio de sete mil km de extensão.


As cidades ribeirinhas são as primeiras a sofrer o impacto da cheia, muitas ficam completamente submersas, exemplo de Anamâ, na calha do rio Solimões onde centenas de famílias perderam tudo para a fúria das Águas.


Mas o volume avassalador das aguas não atinge apenas a população interiorana, na capital do Amazonas, Manaus, o Rio Negro invadiu pela terceira vez o centro da cidade, estabelecendo um novo recorde nos registros de medição do serviço de hidrovias da região.


Avaliar os prejuízos causados pela enchente na Amazônia, ainda é prematuro, uma vez que o nível dos rios continua subindo.


A previsão mais otimista dos especialistas que monitoram o fenômeno das Águas, é de que a vazante só comece em meados de junho. Até lá, os povos da floresta vão ter de conviver na companhia desse elemento emblemático da mãe natureza. Assim, é o dia a dia dessa gente que vive sob o regime das Águas.

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